VIDA MUSICAL APÓS ABBA

Agnetha Faltskog é uma charmosa “coroa” sueca de 63 anos de idade. Juntamente com Frida Lyngstad, Bjon Ulvaeus e Benny Anderson fazia parte do grupo sueco ABBA. Sim leitor(a), aquele das famosas músicas “Dance Queen” e “The Winners Take it All”. Grandes sucessos da música pop mundial no final dos anos 70 e tema de novela da rede Globo.

A senhora Faltskog gravou recentemente um album solo chamado “A”. Numa entrevista para o periódico The New York Times Agnetha Faltskog disse que está muito feliz agora que está bem longe dos holofotes e das correrias das turnês mundiais. Ela afirmou também que uma volta do grupo ABBA para concertos está totalmente fora de cogitação.

Ao que parece Agnetha Faltskog, juntamente com seus dois cachorros está vivendo uma vida pacata e muito feliz visitando os netinhos. Depois de anos de estrada e milhões de discos vendidos ao redor do mundo, ela resolveu que o melhor lugar para cantar agora é no conforto do seu próprio banheiro.

MUMIA ABU-JAMAL – O PRESIDIÁRIO CELEBRIDADE MAIS CONHECIDO DOS EUA

Mumia Abu-Jamal

Mumia Abu-Jamal condenado a prisão perpétua pelo assassinato de um policial na Filadélfia em 1981

No dia 9 de Dezembro de 1981, Wesley Cook, conhecido mundialmente como Mumia Abu-Jamal foi parado pela polícia da Filadélfia porque estava dirigindo na contra-mão. Ao aproximar-se de Wesley Cook para pedir sua carteira de habilitação, o policial Daniel J. Faulkner tomou um tiro a queima-roupa. Ainda vivo, foi baleado mais quatro vezes falecendo no local. Por este crime, Wesley Cook foi condenado em 1982 a cadeira elétrica.

Mumia Abul-Jamal tinha uma história de agitação contra a sociedade branca norte americana em geral. Aos 14 anos nos anos 60 filiou-se ao partido dos Panteras Negras. Ele foi também ex repórter de radio, e presidente da Associação do Jornalistas Negros da Filadélfia. Durante seu periodo de quase 30 anos no corredor da morte criou o movimento para a “Libertação de Mumia”.

Sua causa tornou-se célebre ao redor do mundo, principalmente nos campus das universidades ondes estudantes arrecadavam dinheiro para sua defesa jurídica. Para arrecadar dinheiro os estudantes vendiam “bottoms” e camisas com a foto de Mumia de cabelos “dreadlocks” estampada na frente. Os grupos “Beastie Boys” e “Rage Against the Machine” fizeram um concerto beneficente em seu nome no final dos anos 90. Uma rua localizada numa das periferias de Paris foi batizada com seu nome em 2006.

Este caso se arrasta há pelo menos 36 anos entrando e saindo de cena várias vezes durante estas quase quatro décadas. Geralmente ele vem a tona quando há algum incidente envolvendo a polícia e algum cidadão afroamericano. O Caso é usado como referência para mostrar o abuso do Estado em relação as minorias do país.

Segundo vários analistas, o julgamento de Mumia Abu-Jamal poderia ser considerado um grande erro judicial por causa do racismo norte americano. Entretanto, para outros analistas trata-se de um simples caso de assassinato de um policial. Este caso nunca pode ser julgado imparcialmente por causa da atmosfera racial que o  cerca.

Danilel J. Faulkner

Daniel J. Faulkner assassinado em 1981 na Filadélfia

Depois de várias apelações judiciais tanto a promotoria como os advogados de defesa chegaram a um acordo em 2011 quanto a execução de Mumia Abul-Jamal. Uma Corte Federal decidiu que ele passará o resto de sua vida vendo o sol nascer quadrado sem qualquer possibilidade de algum dia sair.

O promotor geral Seth William anunciou a decisao depois de consultar lógicamente com a viúva do policial, a senhora Maureen Faulkner. Ela desistiu de lutar pela sentença de morte afirmando entre outras coisas que o caso “já durou demais”.

“De uma coisa eu tenho certeza. Lutarei com todas as minhas energias para ver que o senhor Mumia Abul-Jamal não receba absolutamente nenhum tratamento especial enquanto passar o resto de sua vida atrás das grades”, ela declarou.

Mumia Abul-Jamal disse que estava no local quando o crime aconteceu. Segundo suas declarações na época, foi uma outra pessoa quem matou o policial Daniel Faulkner. O problema desta história é que esta outra pessoa jamais foi identificada por ele.

Durante seu período na prisão, Mumia Abul-Jamal publicou vários livros. Seu primeiro livro publicado há mais de 20 anos foi “Live From the Death Row”(trad. livre: Ao Vivo direto da Fileira da Morte)