TOYOTA PAGA MULTA MILIONÁRIA AO GOVERNO DOS EUA.

Concessionária Toyota nos Estados Unidos.

A popular montadora de veículos Toyota pagará ao governo federal dos Estados Unidos $180 milhões de doláres por violar constantemente o “Clean Air Act”, a lei de proteção contra a poluição ambiental, disse o escritório do procurador geral em Manhattan em Nova York. Esta é sem qualquer dúvida a maior pena civil aplicada a uma montadora pela quebra do relatório de regulamentação federal de emissão.

Entre os anos de 2005 e 2015, a gigantesca montadora multinacional sistematicamente falhou em reportar falhas que interferiam como os veículos controlam as emissões dos escapamentos, violando com isso as rígidas normas desenhadas para proteger a saúde da população e o meio ambiente de agentes nocivos.

Tanto a gerência bem como os empregados em geral da Toyota tinham pleno conhecimento destas práticas, mas falharam em pará-las. Provavelmente a montadora vendeu milhões de veículos com os defeitos, afirmou o escritório do procurador. A Toyota é a segunda maior montadora de veículos do mundo, perdendo somente para a alemã Volkswagen. Em época outrora a montadora construiu uma reputação de tecnologia limpa nas costas do seu carro híbrido de gasolina e eletricidade, o Pirus.

Por causa do apoio da montadora a politicos anti-meio ambiente na administração do ex presidente Donald Trump, em conjunto com uma lenta introdução de veículos totalmente elétricos, a Toyota acabou recebendo duras críticas dos ambientalistas.

Os modelos mais recentes da Toyota dependem totalmente da gasolina. De acordo com um relatório da Agência de Proteção Ambiental (EPA em inglês), os veículos da montadora receberam o pior desempenho no quesito de eficiência do combustível.

As montadoras tem sido atormentadas por escândalos relacionados as emissões. Por exemplo: Em 2017 a Volkswagen confessou sua culpa em conspirar e defraudar o governo norte-americano. A montadora alemã, a Daimiler, pagou $2.2 bilhoes de doláres para resolver acusaçãoes que os carros Mercedes-benz e as caminhonetas vendidas no país eram programadas para trapacear nos testes de emissões.

“É impressionante que as empresas que fraudaram as regras relacionadas a poluição querem agora que o presidente Joe Biden negocie com elas sobre um novo padrão de carros sem poluentes”, disse Dan Becher, que dirige a campanha de transporte seguro ambiental no Centro para Diversidade Biológica, um grupo ambientalista. “Após renegarem no que prometeram anteriormente, porque alguém deveria confiar agora nas montadoras?/NYT

ESTANTE LITERÁRIA

The Motherlode: As mais de 100 mulheres que criaram o Hip-hop

Desde os tempos imemoriais, as mulheres tem tido um papel praticamente secundário na história da civilização. Exemplos é o que não faltam. Desde Eva passando por Dalila até chegarmos a Hillary Clinton rejeitada como futura presidente dos EUA porque para muitos homens (e algumas mulheres) ela estava indo com muita sede ao pote para ganhar disputa presidencial em 2016, e com isso tornar-se a primeira mulher presidente da maior potência do planeta. Donald Trump com todo seu machismo, xenofobia e racismo ganhou a eleição naquele ano.

Mulheres sempre tiveram que pedir o aval masculino seja qual for a área de atuação. Na música rap não poderia ser diferente. Apesar de fazerem parte de um movimento cultural que tem feito a cabeça de milhões de jovens ao redor do planeta há pelo menos 40 anos, inclusive criando em muitos deles sua própria identidade cultural, as rappers geralmente não alcançam o brilho e a independência econômica que na vasta maioria das vezes é garantida aos rappers masculinos.

No livro THE MOTHERLODE: 100 + WOMEN WHO MADE HIP HOP, a jornalista e crítica cultural, Clover Hope, ilustra mais de 100 mulheres que transformaram o poder, a amplitude e o alcance da música rap, incluindo pioneiras como Roxanne Shanté, as inovadoras Lauryn Hill e Missy Elliott, juntamente com as atuais rainhas como Nick Minaj, Cardi B e Lizzo – bem como todas que vieram antes, depois e no meio. Um nome que pouco ouvimos e que certamente merece um enorme crédito é a cantora MC Lyte. Sua versão rap da múscia Georgy Porgy é simplesmente fenomenal.

A autora Clover Hope

Algumas das rappers citadas no livro eram respeitadas, mas não popularmente celebridades. Algumas destas mulheres conquistaram seus próprios caminhos, outras simplesmente foram forçadas a se adaptarem a fórmula das gravadoras e praticamente foram obrigadas a ficarem quase desnudas ao lado dos rappers nas grandes produções musicais. Algumas delas ficaram encurraladas num estranho espaço crítico entre ser uma MC (apresentadora) respeitada ou um simples objeto de desejo. A autora descreve muito bem como estas mulheres são personagens, caricaturas, letristas e em muitos casos feministas explícitas.

Motherlode descreve meticulosamente cada uma destas mulheres, suas carreiras na indústria musical, seus avanços numa área extremamente competitiva e ao mesmo tempo altamente machista e a maneira na qual cada uma delas ajudou a mudar a cultura do rap deixando suas próprias marcas.

MOTHERLODE: 100 + WOMEN WHO MADE HIP-HOP

Editora – Abrams Image

Páginas – 240, preço – 21.38