LITERATURA – LIVRO ROUBADOS

Jewish Books

O regime nazista roubou milhares livros judaicos de seus respectivos donos. Yad Vashem. Arquivo de Foto.

Durante a era do horror nazista, milhares de valiosas pinturas foram tomadas de seus respectivos donos. Entretanto, um outro “tesouro” com menos glamour, mas de grande importância intelectual e histórica vem sendo paulatinamente recuperado com a ajuda de pesquisadores norteamericanos e europeus.

Os livros roubados pelos nazistas estão sendo buscados intensamente nas  milhares de bibilotecas espahadas no velho mundo. De acordo com uma reportagem publicada pelo periódico The New York Times no começo do ano, pelo menos um terço dos mais de  3.5 milhões de livros encontrados na biblioteca Central e nas bibliotecas regionais na Alemanha podem ter sido roubados pelos nazistas, de acordo com o pesquisador alemão Sebastian Finsterwalder.

De acordo com o artigo, nos últimos 10 anos pelo menos 30.000 livros recuperados das bibliotecas da Alemanha e Áustria foram devolvidos aos seus respectivos donos.

Um dos livros mais importantes devolvidos ate o momento é um volume escrito no século XVI por um importante rabino. O livro pertencia a um judeu morto num Campo de Concentração em 1943. Este volume explica os fundamentos dos 613 mandamentos do Torá, o livro sagrado dos judeus.

The Hunt for Jewish books

Um dos livros recuperados depois de ter sido roubado pelo regime nazista alemão.

A biblioteca nacional de Israel também está participando em catalogar os livros encontrados e que foram roubados da Croácia, disponibilizando listas para as pessoas que falam hebreu ladino e outras línguas.

Durante o Holocausto, os nazistas estavam interessados não só em exterminar as famílias judacais, mas em adiquirr as bibliotecas e saber também sobre as instituições judáicas. Além dos judeus e sua cultura, os nazistas estavam interessados em eliminar também os maçônicos, católicos, comunistas, socialistas e todos aqueles que criticavam o regime nazista.

Apesar de centenas de volumes serem queimados no início do Holocausto, os livros foram sendo guardados para ajudarem os nazistas a entenderem a cultura judáica e a melhor maneira de derrotar seus inimigos.

Uma quantidade enorme de livros está na Rússia. Há uma resitência enorme por parte dos russos que perderam a guerra em devolver os livros que pegaram dos nazistas. A biblioteca central de Berlim, na Alemanha, criou em 2012 um catálogo online para ajudar na restituição dos livros. Pesquisadores no país estudaram aproximadamente 100 mil volumes e conseguiram devolver até o momento por volta de 29 mil.

Muitos dos livros roubados continham a inicial J abreviação alemã para Juddenbucher (livro judeu). Para muitas famílias o retorno dos livros abre uma ferida bastante sensível, o de enfrentar novamente o doloroso passado de perseguição.

O senhor Finsterwalder, um dos pesquisadores, relembra uma experiência ímpar em 2009 quando ele retornou um livro infantil para um homem que havia sobrevivido o campo de Concentraçao de Bergen-Belsen e conseguiu ir para a Califórnia nos Estados Unidos. Seu professor tinha dado o livro de atividade infantil para ele como um presente de Hanukkah.

O sobrevivente do Campo de Concentração até então relutante em falar sobre sua experiência decidiu contar sua história para os alunos do ensino médio.

“Quando ele recebeu o livro de volta”, disse o senhor Finsterwalder, ” O mudou completamente”. NYT

 

ESTANTE LITERÁRIA – O BILIONÁRIO REGINALD F. LEWIS

Reginal F Lewis

Quando o menino magricela de apenas 6 anos de idade Reginald F. Lewis foi perguntado pelo seu avô o que ele pensava sobre o desemprego entre os afroamericanos, ele disparou: Por que as pessoas brancas tem que ter toda diversao? Porque, na verdade.

Reginald F. Lewis acabou tranformando-se no bilionário afroamericano mais conhecido dentro dos Estados Unidos e um dos empreendedores com o maior tino comercial de todos os tempos, liderando um grupo de empresas altamente lucrativas localizadas dentro dos quatro Continentes.

Quando Reginald F. Lewis faleceu prematuramente aos 50 anos no início da década dos anos 1990 sua fortuna pessoal estava avaliada em aproximadamente U$400 milhões.

Why Should White Guys  Have All The Fun? traça sua ascenção social e financeira saindo de uma família de classe trabalhadora no lado leste da segregada cidade de Baltimore no estado de Maryland, passando pelos corredores da prestigiosa Universidade de Harvard no curso de Direito e terminando no círculo fechado dos gurus financeiros em Wall Street na cidade de Nova York na década dos anos 1980.

Reginald F. Lewis and Jessie Jackson

Reginald F. Lewis ao lado do pastor e ativista Jesse Jackson

Expandindo na autobiografia não terminada de Lewis, o jornalista Blair S. Walker completa a história com um retrato vívido a tragetória de um homem orgulhoso e altamente competitivo, com um língua afiadíssima e um intelecto do mesmo nível.

O jornalista mostra com muita clareza como a busca incessante pelo sucesso e riqueza preencheu a curta vida de Reginald F. Lewis tanto academicamente falando quanto na direção de sua companhia.

Blair S. Walker nos fornece também uma rara visão do que se passava dentro da cabeça de Reginald F. Lewis, um negociador ferrenho e um brilhante estrategista em ação enquanto negociava habilmente  um acordo financeiro depois de outro.

Em 1987 Reginald Lewis doou a famosa instituição Howard University a bagatela de US$1 milhão para ajudar os estudantes. Um ano depois o governo Federal equiparou a doação oferecendo mais US$1 milhão.

O clube  social da Universidade Harvard localizado na ilha de Manhattan em Nova York tem logo a sua entrada um enorme quadro pintado a óleo homenageando o ex estudante.

Why Should White Guys Have All The Fun? é uma biografia memorável tanto quanto o homem no qual o livro se baseia.

Why Should White Guys Have All the Fund

Reginald F. Lewis & Blair S. Walker

Editora – Black Classic Press

Páginas – 315

US$ 24.14