MÚSICA -XENIA FRANÇA

Cantora baiana faz dois shows em  Nova York e leva a cidade a loucura.

Xenia França fez parte do Brasilsummerfest, o evento cultural que há vários anos mostra um pouco do que esta acontecendo musicalmente no Brasil da atualidade.

A temperatura de mais de 30 graus na foi o suficente para afastar o público do Summer stage theater do Central park que compareceu em grande número para prestigiar a nova geração de artistas brasileiros. Juntamente com Hamilton de Holanda e a banda Baiana System, Xenia França mostrou todo seu expecional talento cantando músicas do seu album Xenia(2017).

Sob o patrocinio da Natura Brasil, Xenia França mostrou toda energia baiana misturando ritmos puramente africanos e bastante dançantes com sons mais ecléticos lembrando a bossa nova. Durante a apresentação e segurando um cartaz com a foto de Marielle Franco, ela tranformou-se numa verdadeira ativista dizendo que muitas mulheres negras são assassinadas no Brasil enquanto muitos dos seus algozes seguem impunes.

Dois dias depois de apresentar-se no Central Park, a cantora fez um verdadeiro jam session no jardim de fundos da Casa Natura Brasil no Soho em Manhattan. Neste evento bem mais íntimo e aconchegante, todos os presentes puderam sentir de perto não somente talento desta fantástica artista, mas também sua contagiante energia e sua enorme simplicidade. Definitivamente Xenia França conquistou a grande maçã novaiorquina.

 

CULTURA – ARTE EM CHICAGO

Charles White

O artista Charles White ao lado de um de seus famosos murais homenageando a cultura afroamericana.

Quando o artista charles White (1918-1979) tinha apenas 4 anos de idade em 1922, um grupo de intelectuais afroamericanos causava um frissom nos Estados Unidos, mais precisamente em Nova York com o movimento que veio a ser conhecido como “Harlem Renaissance”. Esta explosão cultural, social e intelectual teve seu ápice nos anos 1930. Porém, muitos historiadores dizem que sua influência chegou até os anos de 1950.

No início dos anos 1940, o jovem Charles White já era um artista reconhecido e carregava a tira colo um “sketch book” para desenvolver suas idéias. Na verdade, sua grande preocupação na década dos anos 40 era representar de modo não esteriotipado imagens das lutas dos afroamericanos e das classes trabalhadoras em geral no país.

A explêndida exposição “Charles White: A Retrospective” sendo apresentada no Instituto de Arte de Chicago destaca sua conexão com várias plataformas entre elas estavam o desenho e as gravuras. Esta retrospectiva mostra também sua relação com o lado Sul da segregada cidade de Chicago onde ele morava com sua mãe, e um dos seus lugares favoritos a biblioteca municipal onde passava horas logo após ser deixado por sua ela a caminho do seu trabalho no lado Norte (branco).

Charles White Charcoal workers

Conversa durante a colheita

Su reputação ficou sedimentada quando o Estado de Ilinóis patrocinou a exposição “Negro Americano” para celebrar os 75 anos do aniversário da Emancipação dos escravos(1865). Sua ilustração “There were no crops this year”(Não houve colheita este ano) recebeu o prêmio máximo da exposição.

Além de sua preocupação em desenvolver um trabalho artístico não esteriotipado dos afroamericanos, Charles White, dedicou-se a criar imagens místicas de figuras importantes dentro da história americana mostrando a contribuição da comunidade afroamericana para o fortalecimento democracia na América.

Nos anos 50 seu talento o levou a Nova York onde ele fez parte da “Harlem Renaissance” ainda bastante relevante culturalmente quase 30 anos depois do seu início.

Socialista convicto, Charles White, fez uma viagem a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS) chegando inclusive a vistiar a Geórgia o local de nascimento de Joseph Stalin.

Esta viagem o expòs a verdadeira realidade do socialismo soviético. Esta visita deixou  profundas marcas no seu pensamento intelectual. A partir desta viagem Charles White deixou de lado sua visão romantizada da ideologia socialista. Depois desta viagem, ele passou a focar seu trabalho menos em figuras históricas e mais em figuras contemporâneas. Em outras palavras, em trabalhadores e suas lutas.

Charles White: A Retrospective

Art Institute of Chicago

ate o dia 3/9/2018