ALÉM DO BENEFÍCIO ESCOLAR NA SALA DE AULA.

Diversity in School

Diversidade dos professores pode ser benéfica para estudantes em geral.

Durante meus mais de 15 anos de estudos entre as escolas públicas e uma privada, duas faculdades privadas, além de dois cursos de Inglês em escolas privadas na cidade de São Paulo, nunca tive a motivação de ter um professor com minhas características fenotípicas. Ou seja, nunca tive um professor negro.

A raça do professor é importante? De acordo com um importante relatório publicado em artigo sobre Educação nos EUA no periódico The New York Times, ela é de vital importância. O benefício atrelado a alunos que se parecem com seus professores é bastante significativo. Segundo o relatório, a persistência do fosso acadêmico de raça e gênero é consequência direta da quase totalidade homogênica dos professores. Estudos comprovam que a diversidade acadêmica dos professores pode fazer uma enorme diferença no comportamento dos estudantes e o seu interesse pelos estudos.

De modo geral nos EUA as meninas tem um melhor desempenho do que os meninos nas escolas e os estudantes brancos tem um melhor desempenho do que os estudantes negros. Mesmo assim quase que 77% dos professores nas escolas públicas e privadas no país são mulheres. Houve naturalmente um aumento na diversidade étnica, porém, ainda e majoritariamente branca chegando em algumas cidades e municípios a quase 80% do total.

A lista que contribue para o sucesso acadêmico das crianças é grande. Ela inclue a experiência dos professores, os recursos financeiros da escola e sua localidade, além da situação financeira da família e o ambiente familiar.

Seth Gershenson

Seth Gershenson professor de políticas publicas na Universidade Americana

Pesquisas tem mostrado que meninos, e principalmente meninos negros são os mais afetados do que as meninas negras pelas desvantagens, como a pobreza e racismo, e por falta de influências positivas em escolas de boa qualidade e pessoas em quem se espelhar. Mesmo assim, estes alunos são os que menos tem a probabilidade de ter um professor parecido com eles.

Segundo o economista e professor Seth Gershenson, da Universidade Americana, o efeito para as crianças negras, em especial para as crianças negras em desvantagens em ter um professor negro pode ser altamente benéfico.

Quando os professores e alunos são do mesmo gênero, os professores geralmente tem melhores impressões positivas dos estudantes e estes melhores expectativas em aprender. Os pesquisadores não sabem a razão pela qual o gênero do professor e sua raça fazem alguma diferença; provavelmente é uma combinação de diferente fatores. Estudantes se inspiram em pessoas com as quais podem se relacionar. Professores tratam estudantes diferentemente baseado em seu próprio “background” e esteriótipos.

Cientistas sociais chamam este fenômeno de preconceito implícito. Quando o preconceito influencia como as pessoas  pensam inconcientemente. Uma variedade de pesquisas nos EUA tem mostrado que professores tendem em analisar estudantes negros diferentemente dos estudantes brancos. Professores no prézinho julgam as crianças negras mais duramente dos que as crianças brancas.

Os preconceitos dos professores podem tornam-se uma auto profecia. O senhor Gershenson descobriu nos seus estudos, “a alta expectativa na verdade motiva os estudantes brancos a fazerem melhor”, ele disse.

Yasemin Copur-Genctuck

Yasermin Copur-Gencturk professora Assitente na USC

“Estudantes negros são prejudicados pela falta de otimismo que os meninos brancos tem naturalemente. Já os meninos negros com professores negros mostram-se a altura deste otimismo”.

Um estudo ainda a ser publicado descobriu que professores de Matemática favorecem meninos sobre meninas e estudantes brancos sobre os  estudantes negros e os de origem Latina. E que os professores em geral tem tendências mais favoráveis em favor dos meninos e que os professores não brancos possuem tendências mais favoráveis aos estudantes brancos.

“Estes resultados indicam claramente que uma longa tendência cultural pode ter um longo efeito residual negativo nos grupos estigmatizados”, disse Yasemin Copur-Gencturk, uma das autoras do estudo e professora assitente de Educação na Universidade de Southern California.

“Sinalize aos estudantes sua profunda fé na capacidade deles em aprender, juntamente com sua alta expectativa que eles alcançarão coisas grandes. Ponto final”, disse Thomas Dee professor Educacional da Universidade de Stamford no estado de Connecticut./NYT

 

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