METRÔ – PULANDO A CATRACA

7 train 2

Linha 7 (Lilás) que faz o trajeto Flushing (Queens) ate Hudson Yards (Manhattan)

O sistema de Metrô de Nova York com suas várias conexões e interligações com ônibus e  com os trens suburbanos é considerado um dos mais importantes do planeta. O sistema conta com mais de 20 linhas que cruzam a ilha de Manhattan e os bairros adjacentes. O Metrô conta também com mais de 400 kilômetros e mais de 450 estações. Juntamente com o Metrô parisiense e o londrino, o de Nova York é um dos mais velhos com mais de 100 anos de rodagem.

Servindo os 4 principais bairros da cidade (Brooklyn, Bronx, Manhattan e Queens), o Metropolitano transporta mais de 5 milhões de passageiros diáriamente. Diferentemente do Metrô europeu, o de Nova York funciona 24 horas. A pequena ilha de Staten Island não tem acesso ao Metropolino, mas está bem servida por um serviço de balsa, trens e ônibus.

É verdade que no quesito limpeza o Metrô de Nova York poderia melhorar e muito. Além dos sem tetos que usam os vagões para dormirem e muitas das estações como moradia, mais um problema vem ajudando para a deteriorização do sistema de transporte na cidade, pular a catraca.

Estudos recentes feito pelo próprio Metropolitano apontam que mais de meio milhão de usuários entre o ônibus e o Metrô deixaram de pagar a passagem o ano passado. O preço de um bilhete ida e volta sai por volta de US$5.50. Por causa desta evasão o Metropolitano deixou de arrecadar mais de US$200 milhões em receitas em 2018.

Segundo o presidente e expatriado Londrino, Andy Byford, “Este é um enorme problema”. Atualmente o Metropolitano enfrenta um rombo de aproximadamente US$1 bilhão até 2021.

Andy Byford

Andy Byford presidente do Metropolitano da cidade de Nova York.

O problema com a evasão das passagens tornou-se mais agudo depois que o departamento de polícia (NYPD em inglês) abandonou a política de multar as pessoas que pulam as catracas. Este programa vigorou por mais de 20 anos e foi durante as administrações dos ex prefeitos Rudolph Giuliani e Michael Blomberg que o Metropolitano ganhou mais passageiros e seus serviços ficaram melhores.

Esta política conhecida popularmente como “política da janela quebrada” (Broken Window Policy em inglês) foi abandonada porque segundo os defensores criminais públicos (public defender em inglês)  ela era injusta com as minorias mais pobres da cidade que se tornavam alvo da ação mais truculenta da polícia. O prefeito em conjunto com o governador do estado estudam um programa alternativo para as pessoas com renda mais baixa pagarem seus bilhetes.

A MTA, a agência que cuida do transporte público na cidade, mas que na verdade é controlada pelo governador do estado, começou uma parceria com a cidade criando equipes contra pular a catraca.

A esperança do atual presidente do Metropolitano é que com esta nova parceria aqueles que costumeiramente pulam as catracas agora pensem duas vezes por causa da presença tanto da polícia como dos funcionários nas estações./NYT