FILANTROPIA DE PRIMEIRA EM NOVA YORK.

Sylvia Bloom ex secretária de vida frugal  deixa fortuna de US$ 8 milhões.

Em 1949 com apenas 29 anos de idade, Sylvia Bloom, moradora do bairro do Brooklyn começou a trabalhar profissionalmente como secretária num pequeno escritório de advocacia no mesmo bairro.

Ela nasceu em 1920. Sua infancia e adolescência foi passada durante a grande depressão mundial de 1929. Seus estudos foram todos feitos em escolas públicas, inclusive o ensino superior no Hunter College, uma instituição de ensino superior de bastante prestígio em Nova York.

Sylvia Bloom trabalhava durante o dia para ajudar a famíla e a noite frequentava as classes na faculdade.

Em 1947 aos 27 anos de idade comecou a trabalhar em Manhattan para o escritório jurídico Cleary, Gottileb, STeen & Hamilton. Segundo o executivo do RH, Paul Hyans, Sylvia Bloom antes de falecer aos 96 anos de idade em 2016 era a funcionária mais antiga do escritório que hoje em dia conta com mais de 1200 funcionários.

Recentemente foi noticiado pelo periódico The New York Times numa ampla matéria que antes de morrer Sylvia Bloom deixou uma fortuna avaliada em US$8 milhões acumulada durante seus quase 70 anos trabalhando como secretária.

Sylvia Bloom

Sylvia Bloom deixou uma fortuna avaliada em US$8 milhões

A maior parte desta fortuna foi deixada em testamento para uma NGO localizada na parte baixa da ilha de Manhattan.

Com toda certeza Sylvia Bloom se junta a um pequeno número de indivíduos que morreram com uma fortuna, porém, viveram modestamente. Ela jamais comprou um carro. Ia para o trabalho usando o onibus ou o Metropolitano. Inclusive no fatídico 11 de Setembro de 2001 foi trabalhar de Metrô.

O escritório onde trabalhava na época estava a poucos quarteirões das famosas torres gemeas. Depois dos ataques esta velhinha nos seus 81 anos caminhou com a multidão o mais longe possivel do local. Assim como milhares de novaiorquinos atravessou a ponte do Brooklyn caminhando para depois pegar o ônibus que a levaria até onde morava.

O marido de Sylvia Bloom, Raymond Margolies, faleceu em 2002. Ele se aposentou como bombeiro e depois foi dar aula em escolas públicas. Aparentemente todo dinheiro poupado por ela estava em seu próprio nome.

Segundo sua sobrinha, Janie Locksin, sua tia começou a trabalhar numa época onde era bastante comum as secretárias fazerem todos os serviços para os patrões, inclusive investimentos em Wall Street. “Então quando o patrão investia em ações, ela que fazia a compra naturalmente comprava para ela em quantidades menores por causa do seu salário como secretária”, disse Jane em entrevista para o periódico.

“Percebi que minha tia tinha milhões e ela nunca havia mencionado nada”, ela disse.  “Acredito que ela pensava que não era da conta de ninguém, a não  ser sua própria”.

Jane Locksin declarou que US$2 milhões seriam divididos entre a faculdade onde se formou e um outro fundo criado para fornecer bolsas de estudo na cidade.

 

 

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