O ABORTO NOS EUA

Roe vs Wade

Obituário

Norma McCorvey conhecida como Jane Roe – (1947-2017)

Na América dos últimos 50 anos, nenhum tema provavelmente causou tanta comoção e discussão éticamente e moralmente a nível nacional como a legalidade ou não do aborto. Nem mesmo a luta pelos direitos civis dos afroamericanos no seu auge nas décadas de 50 e 60 causou tanto debate. O Supremo Tribunal Federal aprovou o aborto nos EUA em 1973 no famoso caso Rose vs. Wade.

Provavelmente neste período mais de 50 milhões deste procedimento foram feitos no país. É bem verdade que o número vem declinando vertiginosamente. Vários fatores estão ligados a este declínio: leis federais e estaduais dificultando acesso ao aborto, e o uso relativamente fácil de contraceptivos por parte de adolescentes.

O debate nos fóruns religiosos, éticos, em campanhas politicas, através de filmes, livros, artigos nos periódicos, e mais recente na internet, certamente tem influenciado a opinião pública de uma maneira ou de outra.

A questão do aborto virou discussão nacional quando a então jovem de apenas 21 anos de idade, Norma Mcorvey, do Texas decidu por fim a uma gravidez indesejada. Conhecida como Jane Roe nos papéis do Supremo, ela acabou sendo tranformada em muito mais pelo que as mulheres desejavam que ela fosse, do que propriamente no que ela era em realidade.

Arrastada num enorme turbilhão cultural, sendo preterida entre dois campos distintos: a igreja de um lado e as forças politico de outro, a jovem Mcorvey durante décadas ficou andando numa verdadeira corda bamba em relação a discussão da legalidade do aborto no país.

De acordo com sua própria história, ela casou aso 16 anos, divorciada pouco tempo depois, e com menos de 30 anos cuidava sozinha de três filhos gerados por três diferentes pais. Depressão e pensamentos suicidas faziam parte de sua luta diária. Refugiou-se nas drogas e no álcool para fugir de sua dura realidade sem qualquer perspectivas.

Abortion

Grávida e com apenas 22 anos juntou-se a um grupo pró aborto no inicio dos anos 1970. Pórem, nao tinha ideia no que estava realmente se envolvendo. Como Jane Doe participou de passeatas, escreveu duas autobiografias, foi tema de documentário, e claro objeto de uma avalanche de artigos em revistas, jornais e debates ad nauseaum.

Anos depois da legalização do aborto tornou-se uma pessoa conservadora defendendo a vida. No seu primeiro livro “I am Roe: My life, Roe v. Wade, and Freedom of Choice” publicado em 1994 afirma que não era a pessoa correta tão pouco a pessoa errada para ser Jane Roe. Simplesmente fui a pessoa que  acabou se tornando Jane Roe do emblemático caso judicial Roe vs. Wade.

Nas duas últimas décadas de sua vida converteu-se ao Cristianismo e depois ao Catolicismo. Neste período tentou reverter a legalidade do aborto nos EUA. Em 2005 entrou com uma petição para Supremo Tribunal Federal invalidando Roe v. Wade afirmando que o aborto e prejudicial as mulheres em geral. A Suprema Corte disse que este tema esta decidido negando o pedido de Noram McCorvey mais conhecida como Jane Roe.

 

2 comments

  1. Marcelo de Lima · February 6

    Um tema sempre polêmico em qualquer sociedade com base cristã…

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